Tutorial Chet Atkins Gibson

Uma deficiência clássica do Gibson Chet Atkins acontece nos violões mais antigos: normalmente a fita condutiva que sai do captador com o aspecto verde mostrado em uma das fotos rompe não permitido captação de uma ou mais cordas, além do “hum” de 60 hertz por falta de blindagem. A Rodrigo Nahar Luthiers normalmente reconstrói o pickup alterando esse material em sua origem, nos piezos, confeccionando um mini-multicabo de 7 vias, e concluindo o serviço com uma blindagem para proteger o caminho de áudio junto a placa ativa.

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É muito comum o ruído constante em Chet Atkins. A solução encontrada parte da reconstrução do pickup, desde o início do sinal até sua saída

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Começaremos por aqui, reconstruindo o sistema elétrico do instrumento.

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Esse modelo é o mais antigo, ainda com a fita paralela condutiva que não só contribui para o hum como também pode deixar muda uma ou mais cordas.

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Captador visto por dentro…

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Esse cabo será soldado individualmente para cada capsula de piezo. Sua dimensão é de aproximadamente 0,022 polegadas.

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Aqui as capsulas já soldadas estão prontas para o mini-multicabo.

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O mini-multicabo está pronto para a blindagem.

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A blindagem está sendo preparada com um laminado de teflon.

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Após cobrir o mini-multicabo, amarramos o material com fio de cobre para sustentar a blindagem.

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A última etapa consiste em espaguetear o mini multicabo com o espaguete termo retrátil.

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O coração da blindagem do Chet Atkins é a confecção do multicabo conforme observado na foto.

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A cavidade elétrica também é blindada. Aqui usamos cobre adesivo. E pronto!

2017-07-25T03:27:23+00:00

About the Author:

Natural do Rio de Janeiro, Rodrigo Nahar iniciou seu contato com a música por volta dos 15 anos de idade, direcionando desde cedo sua trajetória no mundo das artes. Aos 17, conheceu a Wood Instrumentos Musicais, espaço onde se integrou como aprendiz fazendo parte de uma equipe especializada. Teve, desde o início, um contato imediato com todas as grandes marcas, onde inicialmente especializou seu conhecimento na complexidade elétrica dos instrumentos. O que lhe proporciona, hoje, desenvoltura nos mistérios do universo elétrico dos instrumentos de corda. Foram 12 anos de convivência – não só com manutenção – como também produção de instrumentos novos.